General Motors distribui bónus de 379 milhões de euros

A General Motors vai distribuir 500 milhões de dólares (379 milhões de euros) em bónus aos trabalhadores pelo desempenho no ano passado, no qual a empresa registou um lucro recorde de 7,6 mil milhões de dólares.

Segundo a Associeted Press, o maior construtor do mundo de automóveis vai pagar pelo menos 182 milhões de dólares aos quadros médios, como engenheiros, 'designers' e gestores, sendo que os restantes 332,5 milhões serão distribuídos pelos restantes trabalhadores da General Motors.

No passado, este tipo de bónus foi alvo de críticas por aqueles que eram contra o resgate feito pelo governo americano para evitar a falência não só da GM mas também da Chrysler, mas o gigante automóvel refere que estas retribuições são essenciais para manter motivados os melhores trabalhadores.

Os bónus vão ser distribuídos por 26 mil trabalhadores, a maior parte deles com salários abaixo dos 100 mil dólares por ano e, embora a GM ainda não tenha revelado qual será o prémio médio, a Associeted Press avança que serão de 7 mil dólares.

A GM justifica os prémios com alteração da procura de trabalhadores na indústria automóvel, que está novamente a tornar-se mais competitiva, "particularmente para engenheiros e outro tipo de profissões especializadas", refere James Stoeckmann, gestor da empresa de consultoria World at Work, especializada em temas de compensação no trabalho.

O governo dos Estados Unidos investiu cerca de 50 mil milhões de dólares há três anos e está atualmente a ser criticado pela oposição republicana por ainda não ter recebido o dinheiro emprestado. A GM quase ficou sem dinheiro quando as vendas de automóveis caíram durante a crise financeira, agravando-se ainda mais a situação porque não havia liquidez no setor privado para socorrer o construtor automóvel.

Foi então que a administração de Barak Obama foi em ajuda do gigante americano, uma forma de evitar um desastre para a indústria norte-americana de automóveis e poupando milhares de empregos em todo o mundo.

Na altura, Obama comprou ações da GM em troca de a maior parte da dívida e, até agora, recuperou cerca de 22 mil milhões de dólares dos 50 mil investidos. O Estado americano ainda tem 500 milhões de ações da GM, ou 26,5 por cento da empresa e se o Governo decidisse vender essa participação em bolsa receberia 13,2 mil milhões de dólares, já que os títulos estão cotados a 26 dólares.

Assim, a administração de Barak Obama decidiu esperar que as ações subam de preço, sendo que, para reaver todo o dinheiro investido, as ações terão de subir até aos 53 dólares, o que é pouco provável.

O senador republicano Charles Grassley, do Iowa, um crítico do resgate, disse que a administração de Obama precisa descobrir uma maneira de obter o dinheiro de volta.

O resgate tornou-se uma questão fundamental na campanha presidencial. Os candidatos republicanos acossam o presidente americano para dar uma solução ao assunto, mas Barak Obama tem elogiado o sucesso da GM, incluindo milhares de novos postos de trabalho.

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