Frente Comum reivindica aumentos de 47 euros

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública reivindicou hoje aumentos salariais de 47 euros por trabalhador para o próximo ano.

A reivindicação faz parte do caderno reivindicativo apresentado em conferência de imprensa pela coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.

A sindicalista afirmou que os funcionários públicos "não abdicam" da reposição da parte dos salários que lhes foi cortada em 2011 e 2012, assim como dos subsídios de férias e de Natal este ano.

A Frente Comum reivindica ainda um aumento do subsídio de refeição de 4,27 euros para 6,5 euros.

"Esta é a nossa proposta, que consideramos uma atualização e não um aumento, de acordo com dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) que referem que sofremos uma perda de poder de compra de 47 euros, outra coisa é a reposição do que nos tiraram nos últimos dois anos", disse Ana Avoila aos jornalistas.

A proposta reivindicativa hoje aprovada em Cimeira de Sindicatos da Frente Comum exige ainda que seja revogada "a legislação da administração Pública que visa restringir e retirar direitos" aos trabalhadores e a não aprovação na Assembleia da República das alterações legislativas que estão em discussão pública até dia 15, "que levarão a mais cortes nos direitos dos trabalhadores".

A aplicação do vínculo público de nomeação a todos os trabalhadores da Administração Pública e a resolução imediata das situações de precariedade são outras das reivindicações apresentadas no documento da Frente Comum, que será hoje entregue no Ministério das Finanças.

"Existem quase 100.000 trabalhadores precários na administração pública em tarefas permanentes. Exigimos a entrada para o quadro dos que têm mais de três anos de funções", disse Ana Avoila.

A sindicalista aproveitou o encontro com os jornalistas para anunciar as próximas ações de protesto da frente Comum.

Para dia 14 está marcada uma concentração junto à Assembleia da República, onde uma delegação da Frente Comum vai entregar o seu parecer sobre a revisão da legislação laboral da função pública.

No dia 17 realiza-se uma concentração junto à presidência do Conselho de Ministros para "exigir que o Governo não aprove mais leis que prejudiquem os trabalhadores".

Para 01 de outubro estão previstas ações nos locais de trabalho e em Novembro vai realizar-se "uma grande ação de luta" que terá ainda de ser decidida pelos trabalhadores nos locais de trabalho.

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