Freitas aconselha providência cautelar para impedir venda da PT

Diogo Freitas do Amaral aconselhou os trabalhadores da Portugal Telecom a irem para tribunal. E defendeu que a PT SGPS use o direito de vetar o negócio.

Freitas do Amaral defendeu hoje num debate sobre a PT que a interposição de uma providência cautelar "pode ser uma arma" a ser usada pela comissão de trabalhadores da empresa ou por qualquer partido político, "para impedir que a venda da PT seja feita em segredo".

"A providência cautelar suspende a eficácia da decisão administrativa até o tribunal se pronunciar", disse o antigo ministro dos negócios estrangeiros, em resposta a questões colocadas por representantes dos trabalhadores da PT.

O professor de direito defendeu ainda que, para tentar impedir a venda da PT Portugal seja usada a possibilidade que a PT SGPS tem de vetar o negócio.

Freitas do Amaral foi um dos oradores do debate "Resgatar a PT. Uma Emergência", promovido pelo polo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

Na segunda-feira, personalidades como Bagão Félix, Francisco Louçã, Freitas do Amaral e Manuel Carvalho da Silva subscreveram um "apelo para resgatar a PT", em que exigem "das autoridades políticas e públicas uma atuação intensamente ativa" na empresa.

A empresária angolana Isabel dos Santos e a Sonae manifestaram quarta-feira disponibilidade para "integrar uma solução" para a Portugal Telecom (PT) que promova "a defesa do interesse nacional".

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