Fechadas 40 embaixadas e consulados

Pelo menos 40 representações portuguesas no estrangeiro estão hoje fechadas devido à adesão dos funcionários à greve geral em Portugal, disse à agência Lusa fonte do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).

"Em termos de grandes consulados na Europa, Paris, Londres, Genebra, Madrid, Bruxelas e Roma estão fechados. São estes os mais visíveis em termos de comunidade", disse Alexandre Vieira, do STCDE, adiantando que cerca de 40 consulados, embaixadas e representações portuguesas no estrangeiro não abriram hoje portas.

O dirigente sindical estimou ainda que a adesão à greve dos funcionários consulares deverá rondar 76 a 80 por cento dos 1.600 trabalhadores da rede externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Em França, além do consulado-geral de Paris, encerraram ainda os postos de Marselha, Rouen, Orleães, Tours e Estrasburgo, segundo informações sindicais.

No Reino Unido, fecharam a embaixada e os consulados de Londres e Manchester.

Em Espanha, não abriram portas a embaixada em Madrid e os consulados de Madrid, Barcelona, Sevilha, Vigo.

Na Bélgica, estão encerradas a representação Portuguesa junto da União Europeia (REPER) e a embaixada em Bruxelas.

Na Suíça, encerraram a embaixada em Berna, o consulado de Genebra e o escritório consular em Sion.

Na Alemanha, não estão a funcionar a embaixada em Berlim e os consulados de Dusseldorf, Estugarda e Hamburgo.

Estão ainda encerrados os postos de Haia, na Holanda, cidade do Luxemburgo, no Luxemburgo, Atenas, na Grécia, Roma e Santa Sé, em Itália, Ancara, na Turquia, e Moscovo, na Rússia.

Em África, o STCDE regista ainda o encerramento do posto na Cidade da Praia, Cabo Verde, da embaixada em Marrocos e do consulado de Maputo, em Moçambique.

Na Ásia, fecharam o consulado de Macau e a embaixada de Portugal em Jacarta, na Indonésia.

Devido às diferenças horárias, por apurar está ainda o grau de adesão à paralisação dos trabalhadores dos postos consulares da América do Norte e do Sul.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse não dispor ainda de dados sobre a adesão à greve nos consulados e embaixadas.

Além das reivindicações comuns aos restantes trabalhadores da função pública, os funcionários do quadro externo do MNE reclamam a aplicação de taxas de IRS adequadas aos custos de vida dos países onde trabalham, negociação de um novo Estatuto Profissional e respeito pelas tabelas salariais negociadas.

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