Europa tem que tomar mais medidas para vencer crise

A diluição da soberania orçamental, a partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e o aprofundamento dos mecanismos de supervisão e intervenção paneuropeia são alguns dos passos que a Fitch considera que a Europa deve dar para sair da crise.

"A Fitch acredita que serão necessárias medidas adicionais para resolver a crise" na Europa, lê-se num relatório hoje divulgado pela agência de notação financeira norte-americana.

"Estas novas medidas poderão incluir a diluição da soberania orçamental dos países da zona euro, a potencial partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e dos recursos, bem como medidas para impulsionar os instrumentos paneuropeus de supervisão e intervenção financeira, combinadas com mais reformas institucionais para fortalecer a governação económica da zona euro", consideram os especialistas da Fitch.

Segundo a agência de 'rating', é de esperar que a zona euro "inverta a ordem da crise e sobreviva intacta, enquanto prossegue o ajustamento económico combinado com passos graduais no sentido da integração económica e orçamental".

Porém, alerta para "o risco de desfechos alternativos que, apesar de ser pequeno, está a crescer e não pode ser ignorado até que uma recuperação económica de base alargada esteja em curso".

A recuperação é o cenário central da Fitch, mas a entidade avançou hoje com cinco cenários alternativos "estilizados e puramente ilustrativos" sobre o futuro da zona euro.

Estes cenários, por ordem de possibilidade de se virem a concretizar, são a saída da Grécia da União Económica e Monetária (EMU, na sigla em inglês), uma semi-união orçamental, o euro-marco (com a Alemanha e outros pesos pesados a deixarem a moeda única, com os países menos influentes a permanecerem), os Estados Unidos da Europa e a rutura completa.

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