Estado recusa proposta de compra dos Mirós de empresário angolano

Rui Costa Reis quer comprar a coleção Miró por 38 milhões de euros em leilão, com a condição de que esta fique em Portugal, mas a Parvalorem recusou a proposta.

A proposta de Rui Costa Reis, empresário luso-angolano, de comprar a coleção Miró foi formalizada dia 6 de outubro numa carta enviada pelo seu advogado ao presidente da Parvalorem. O empresário e colecionador propunha-se a adquirir a coleção de 84 quadros e uma escultura de Joan Miró por um mínimo de 38 milhões de euros, mas a Parvalorem recusou.

Segundo a Parvalorem, a proposta de Costa Reis não maximiza o encaixe financeiro e pode favorecer uns interessados sobre outros devido a regras "desenhadas à medida", avançou quinta-feira o Diário Económico.

O advogado de Rui Costa Reis enviou uma carta à qual o Económico teve acesso, em que detalhava a proposta do seu cliente de adquirir a coleção Miró no âmbito de um leilão, ao qual Costa Reis se comprometia a comparecer e oferecer um mínimo de 38 milhões de euros, "desde que a coleção seja vendida num único lote, para não ser fragmentada e desvalorizada".

Acrescentava a condição de que o comprador, "quem quer que seja", seja obrigado a manter a coleção em Portugal em exposição aberta ao público durante um mínimo de 50 anos.

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