Estabilidade da política energética é ponto forte de Portugal

(CORRIGIDA) O presidente executivo da GDF Suez Energia Portugal, o francês Daniel Poulaillon, considerou hoje, no Porto, a "estabilidade, coerência e clareza da política energética" o principal ponto forte de Portugal para quem quer investir nas energias renováveis.

(Corrige um dado no terceiro parágrafo incorrectamente avançado pela Agência Lusa)

Daniel Poulaillon falava no seminário "O sector das energias renováveis em Portugal e França: Oportunidades e parcerias", organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, em parceira com a Alma Consulting Group. O administrador do grupo francês destacou os "10 anos de continuidade e sucesso na penetração das energias renováveis" em Portugal, classificando como "claras e ambiciosas" as metas do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER). Daniel Poulaillon enumerou mais seis "pontos fortes de Portugal" neste sector, nomeadamente o "quadro regulatório favorável", "mercado maduro e com boas perspectivas de crescimento" e "recursos naturais favoráveis" (sol e vento).

A "boa aceitação pública" das energias renováveis por parte da população, a "possibilidade de parcerias com empresas experientes e na vanguarda" e a "pouca exposição às dinâmicas cambiais", por estar na zona euro, foram os restantes pontos fortes destacados. Daniel Poulaillon referiu que o grupo GDF Suez, "o maior produtor eléctrico independente do Mundo", prevê que o crescimento energético em Portugal seja de "1,5 por cento por ano" até 2020 - e não um crescimento da empresa de 1,5 por cento como foi inicialmente escrito pela Lusa -, designadamente através da Eurowind e da participação de 42,5 por cento na Generg. A Eurowind já tem quatro parques eólicos em Portugal e a Generg é responsável por 2,3 por cento da produção de energia do país, nos segmentos das mini-hídricas, eólica e solar.

O grupo Suez tem uma quota de 6,1 por cento da produção de energias renováveis em Portugal, disse. "Porquê Portugal? Porque não é um pequeno mercado. É forte nas energias renováveis", salientou Daniel Poulaillon, notando que o país está em nono lugar a nível mundial na produção de energias renováveis, com uma quota de 2,2 por cento. Na opinião de Daniel Poulaillon, os preços da energia tenderão a aumentar nas próximas décadas, tendo em atenção as cada vez maiores necessidades, caso se confirmem as previsões de um crescimento da população mundial até aos nove mil milhões de habitantes em 2050. Alberto Barbosa, administrador da Efacec, também considerou inevitável o aumento do preço da energia, até porque "ainda é muito caro" produzir energias renováveis.

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