Embraer realiza venda de 20 jactos para a Alitalia

A Embraer e Alitalia concluíram um acordo para a entrega de quinze jactos Embraer 175 e cinco Embraer 190, através de um negócio de leasing estruturado por terceiros, divulgou hoje em comunicado a empresa de aviação brasileira.

"Beneficiando-se de uma ampla reorganização, a Alitalia está a desenvolver a sua rede regional para atender a novos mercados e demandas de passageiros", disse Frederico Fleury Curado, director-presidente da Embraer, citado na nota. O valor da venda de todas as aeronaves deve chegar a 793 milhões de reais (335,8 milhões de euros), segundo o preço de cada aeronave a ser negociada. O início das entregas dos jactos para a Alitalia está previsto para o terceiro trimestre de 2011.

"O Embraer 175 será configurado com 88 assentos e o Embraer 190 com 100, ambos numa única classe. Os aviões serão utilizados nas rotas domésticas e europeias da companhia aérea e ficarão baseados em sete aeroportos italianos: Catânia, Fiumicino (Roma), Linate e Malpensa (Milão), Nápoles, Turim e Veneza. As 20 aeronaves novas substituirão, gradualmente, a actual frota da empresa, composta por 16 aviões regionais, contribuindo para o aumento da oferta de voos directos em rotas curtas e médias, em resposta à procura de mercado. O grupo de jactos da Embraer dos modelos 170 a 190 é composto por quatro aparelhos comerciais, com capacidades de 70 a 122 lugares.

Segundo a empresa brasileira, "as aeronaves são o fruto de um projeto de engenharia avançado, que apresenta desempenho destacado, grande economia operacional, baixo nível de emissão de poluentes e uma ampla cabine de passageiros sem os indesejados assentos do meio." A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões, deverá iniciar este ano a construção de duas fábricas em Évora, com início das operações previsto para 2012.

Em Setembro de 2010, o Governo português e a fabricante anunciaram a participação de Portugal no programa de desenvolvimento do jacto de transporte militar KC-390. A Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65 por cento do capital daquela empresa portuguesa. O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da "holding" Empordef.

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