"Dúvidas" sobre o grupo Espírito Santo já estão esclarecidas

O governador do Banco de Portugal disse hoje, no Porto, que "a esta hora já estará assegurado que há absoluta transparência e absoluto esclarecimento das dúvidas" sobre a turbulência que sacudiu o universo Espírito Santo.

Carlos Costa falava no jantar-debate promovido pela Associação Portuguesa de Gestão de Engenharia Industrial (APGEI), onde deu uma conferência sobre o tema "Desafios para um crescimento sustentável".

Na sua conferência, o governador passou ao lado da crise do Grupo Espírito Santo (GES) e nem falou sequer no setor bancário, tendo centrado a sua atenção na economia e nas questões relacionadas com o crescimento.

Seguiu-se um breve debate e a primeira questão foi de um representante do BPI, Eduardo Monteiro, que lhe perguntou se a "turbulência" gerada em torno do Grupo Espírito Santo podia ter impactos negativos na economia portuguesa.

"O que neste momento temos que assegurar, e julgo que a esta hora já estará assegurado, é que há absoluta transparência e absoluto esclarecimento das dúvidas. O mercado vive mal com a incerteza", respondeu Carlos Costa.

Segundo o governador do Banco de Portugal, isto "significa basicamente que a economia portuguesa, os agentes económicos, os agentes políticos e os agentes empresariais, têm de perceber, daqui para a frente que, estando no mercado de capitais, têm de ser muito transparentes".

Carlos Costa completou a sua ideia realçando que todos esses agentes, "quanto mais transparentes forem, acerca da situação e acerca do seu comportamento, mais previsíveis se tornam e mais credíveis se tornam, mesmo que a situação seja mais difícil.

Para Carlos Costa, "a grande lição que se tem de tirar de todos estes acontecimentos é que a transparência é um valor que todos tem de praticar e que cada um de tem de exigir dos outros, porque a falta de transparência de uns condiciona a perceção de transparência de outros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG