Dívida das autarquias dispara para 380 milhões de euros

A dívida das autarquias à Águas de Portugal (AdP) aumentou 126 milhões de euros em 2011, passando de 254 milhões de euros em finais de 2010 para 380 milhões de euros em Maio deste ano.

Os dados constam numa resposta do presidente da AdP, Pedro Serra, ao estudo divulgado na segunda-feira pela Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA), em que a empresa pública contesta as posições da AEPSA.

A AdP considera que o problema das dívidas é preocupante, mas confia na recuperação destes valores "pois esta situação não é sustentável".

O grupo justifica o agravamento das dívidas com a crise financeira "que reduziu as receitas das autarquias e aumentou as suas despesas" e com "o anúncio extemporâneo da criação de um fundo de equilíbrio tarifário pela anterior titular da pasta do Ambiente, Dulce Pássaro" que não se confirmou e criou dificuldades adicionais na cobrança dos serviços.

No mesmo documento, divulgado na página da Internet da AdP, Pedro Serra queixa-se de que "estão a ser desviados do investimento muitas dezenas de milhões de euros para resolver dificuldades de tesouraria que as empresas enfrentam (pondo em causa a execução dos projectos e dos fundos comunitários de que beneficiam) e está em risco o pagamento a tempo e horas a fornecedores (em 2010 o prazo médio de pagamentos foi de 62 dias)".

Na lista das autarquias que mais deviam em Maio de 2011, Loures surge no topo, com uma dívida de 12,1 milhões de euros, seguindo-se Albufeira (10,7 milhões), Évora (10,4) e Chaves (10,3).

No entanto, o presidente da câmara de Loures disse hoje à Lusa que a dívida actual do município é de 2,6 milhões de euros. "Neste momento, a única dívida que temos é de cerca de 650 mil euros mensais, pagos à SIMTEJO, relativos apenas a este ano. Actualmente o acumulado da dívida é de 2 milhões de 600 mil euros", revelou o edil de Loures.

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