Disparidade salarial homens/mulheres é problema grave

Quase metade dos portugueses pensa que a disparidade salarial de 17,5 por cento entre homens e mulheres na União Europeia é um problema grave e 65 por cento defende que seja a UE a encontrar soluções para a situação.

De acordo com um estudo de opinião do Eurobarómetro, em que foram entrevistados 25.539 cidadãos da União Europeia, entre os quais 1.003 portugueses, estes estão um pouco mais otimistas que os seus congéneres europeus relativamente às disparidades salariais entre homens e mulheres.

O estudo só será divulgado na integra na próxima semana, antes do dia internacional da mulher.

A parte hoje divulgada, pela delegação do Parlamento Europeu em Lisboa a propósito do "Dia Europeu da Igualdade Salarial", mostra que 46 por cento dos portugueses considera grave a disparidade salarial entre homens e mulheres e 18 por cento considera-a muito grave.

Dos cidadãos da UE, 46 por cento consideram a diferença salarial grave e 23 por cento consideram-na muito grave.

Dos inquiridos, 26 por cento dos portugueses consideraram a diferença salarial pouco grave assim como 21 por cento dos cidadãos da UE.

Quanto à resolução do problema, 65 por cento dos portugueses inquiridos consideram que a solução deve partir da UE e 24 por cento consideram que deve ser encontrada a nível nacional.

Do total dos inquiridos, 47 por cento defendem uma solução ao nível da UE e 38 por cento a nível nacional.

O princípio do salário igual para trabalho igual está consagrado nos Tratados da UE desde 1957.

Segundo a Comissão Europeia, Portugal é um dos Estados-membros - a par da Bulgária, França, Letónia, Hungria e Roménia - onde as diferenças salariais entre homens e mulheres têm vindo a aumentar.

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