Os três cenários financeiros depois desta crise

Existem, basicamente, três cenários possíveis a nível orçamental/financeiro para o chamado período "pós-troika", na sequência da atual crise política. Um fantástico e ideal (Vítor Gaspar e a troika tinham razão e tudo dará certo), outro desejável e mais provável (o do plano cautelar, que trará novas medidas associadas) e um terceiro que implicará muito mais austeridade durante um ano ou dois.

Nestes dois últimos quadros, o conceito pós-troika será mais figura de estilo. Bruxelas, BCE e FMI continuarão a avaliar a par e passo o país.

1. O melhor cenário, mas quase improvável

O atual programa de ajustamento "termina" em junho de 2014, com a troika a libertar em julho a 12ª tranche (2,6 mil milhões de euros) do empréstimo de 79,4 mil milhões (a preços atuais). Os partidos fazem as pazes, o país aprofunda o regresso aos mercados de dívida de médio e longo prazo, financia-se a taxas de juro decentes (na casa dos 4% ou menos é o admissível). Mesmo que o défice não esteja controlado por causa de uma eventual (nova)recessão, o que interessa é o défice estrutural (aquele que existiria caso não houvesse crise económica), portanto haverá mais margem de manobra no âmbito do cumprimento das metas do Pacto Orçamental europeu.

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