O que é um swap? E porque abriram um buraco nas empresas públicas

O advogado especialista na área financeira e bancária Hugo Rosa Ferreira explicou hoje à Lusa que contratos de swap, como os feitos entre empresas públicas de transportes e bancos, são instrumentos legítimos e frequentes, embora tenham riscos elevados.

Estes contratos de cobertura de risco no financiamento implicam sempre, segundo adiantou o advogado, perdas para uma das partes, já que consistem em fixar uma taxa de juro a pagar por um empréstimo com a obrigação de uma das partes pagar a diferença entre a taxa fixa e a variável."Os swaps estão sempre associados a um empréstimo, que têm, normalmente, uma taxa de juro variável indexada, por exemplo, à Euribor", afirmou.

Para ultrapassar a incerteza sobre o futuro das taxas de juros a pagar, uma empresa pode contratar com um banco um swap."Ao fazer o swap, a empresa vai fixar a taxa de juro e, portanto, sabe que todos os semestres -- assumindo que o contrato tem uma periodicidade semestral --, vai pagar 3,74% de juros, por exemplo".Este instrumento permite, por exemplo, à empresa que pediu o empréstimo programar esses pagamentos, mas "pode ter um custo, que é o custo do próprio swap", disse o advogado da empresa PLMJ.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG