Samsung caiu, Apple subiu e chineses ganharam trimestre

Apesar de ter lançado o seu novo topo de gama no segundo trimestre, a Samsung registou uma quebra de 4% nas vendas de smartphones, segundo os novos dados da consultora IDC. A líder mundial também perdeu quota de mercado, recuando 7,1 pontos percentuais para 25,2%. A Apple, que se mantém no número dois, teve um aumento de 12,4% nas vendas.

A Samsung anunciou o Galaxy S5 durante o Mobile World Congress de Barcelona, no final de fevereiro, mas manteve o S3 e o S4 à venda como alternativas mais baratas. "Coletivamente, a Samsung perdeu 7 pontos percentuais de quota de mercado em comparação com o ano passado, apesar de ter um dos portfólios de smartphones mais extensos entre todos os fabricantes", escreve a IDC. "Para manter a sua posição no topo, a Samsung vai ter de se focar em mercados dominados por marcas locais."

A Apple também perdeu quota de mercado, de 13% para 11,09%, mas não por ter vendido menos: até aumentou em 12,4% a venda de iPhones, naquele que é o seu pior trimestre todos os anos (porque os consumidores já estão à espera da nova versão, que chega em setembro). "A Apple manteve o sucesso nos mercados BRIC, um bom sinal de que está a construir o seu caminho nos mercados emergentes. Dada a subida da procura, o terceiro trimestre pode ser uma seca ou uma inundação, dependendo do calendário do próximo lançamento", analisou a consultora.

Exclusivos

Premium

Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.