Procura leva governo a subir montante para 2,5 ME

Portugal regressa hoje aos mercados, através de uma emissão sindicada. Apesar de não existir um montante indicativo, o objetivo será o de colocar 2 mil milhões de euros em obrigações com prazo a 5 anos.

De acordo com uma fonte contactada pelo Dinheiro Vivo, a procura ascende neste momento a 10 mil milhões de euros, ou seja cinco vezes mais que a oferta, o que na prática significa o sucesso em termos do encaixe pretendido. O livro de ordens encerrou ao 12h para os mercados europeu e asiático, devendo agora continuar aberto durante a tarde para os Estados Unidos.

A forte procura está igualmente a motivar uma queda dos custos do financiamento e terá levado o governo a aumentar o montante pretendido. O preço inicial da emissão, ou seja o valor que é instituído pelos bancos colocadores, estava fixado nos 410 pontos base, ou 4,1%, mas segundo a mesma fonte recuou agora para os 395 pontos base. A este 'spread' terá de ser somada a taxa de juro fixa do mercado, a 'mid swap' que é o preço médio entre o comprador e o vendedor, que neste momento está nos 1% a cinco anos. Na prática, isto significa que Portugal deverá pagar um juro inferior a 5% na emissão de hoje.

Este valor deverá aumentar ao longo da manhã, garantindo o sucesso da emissão e dando, inclusive, a possibilidade de Portugal colocar mais que os 2 mil milhões previstos. De acordo com a SIC Notícias, o Governo terá decidido aumentar o valor da emissão para os 2,5 mil milhões de euros.

No entanto, a agência Lusa adianta que durante a tarde vai decorrer uma 'conference call' entre o IGCP e o sindicato bancário que está a liderar a colocação para decidir quanta dívida o Estado aceita vender. Nessa altura ficará definida qual é a taxa de juro média que Portugal terá de pagar por esta emissão.

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