Défice nos 5,9% até setembro

O défice orçamental atingiu os 5,9% nos primeiros três trimestres do ano, uma redução de 0,2 pontos percentuais quando comparado com o défice registado no final de setembro de 2012, anunciou hoje o INE.

Nas Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional hoje publicadas, o INE indica que o défice em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas no apuramento do défice anual, atingiu os 7.165,6 milhões de euros no final dos três primeiros trimestres deste ano, menos 396 milhões de euros que o que registava nos primeiros três meses de 2012, altura em que o défice se fixava nos 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

De registar que nas receitas com impostos sobre o rendimento e património o aumento é de mais de 2,4 mil milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 21,7% face aos três primeiros três trimestres do ano passado.

No entanto, as despesas totais das administrações públicas sofreram um agravamento de 3,5%, com especial destaque para os gastos com prestações sociais.

Só nos três primeiros trimestres do ano, as administrações públicas viram-se obrigadas a gastar mais 1.234,2 milhões de euros em prestações sociais do que haviam gasto entre janeiro e setembro de 2012, um aumento de 4,6%.

As despesas com pessoal também cresceram, mas um nível inferior, aumentando 378,2 milhões de euros neste período, correspondente a um crescimento de 3,1%.

O INE faz ainda contas a 12 meses, para dizer que no ano terminado no final do terceiro trimestre deste ano o défice estaria nos 6,3% do PIB, o que representa um aumento de 0,2 pontos percentuais face ao défice registado nos 12 meses terminados no segundo trimestre deste ano.

Este aumento deve-se a um crescimento mais acentuado da despesa que o encaixado com o aumento da receita que, ainda assim, registou um aumento em toda a linha, em especial na receita com impostos sobre o rendimento (caso do IRS) e sobre o património, que neste período cresceram 4,8%.

A despesa aumentou também em todas as suas componentes, até no investimento, no qual se viu a Formação Bruta de Capital Fixo aumentar 3,5%, influenciado sobretudo pela Administração Regional e pela Administração local.

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