Chumbo do Constitucional pode custar 892 milhões

O Governo já fez certamente as contas. Sabe que se for decretada a inconstitucionalidade preventiva do diploma da requalificação há um impacto financeiro imediato nas contas públicas, embora o efeito se faça sentir ao longo de três orçamentos. Ao todo e até ao exercício orçamental de 2015, Passos Coelho conta reduzir 892 milhões em despesa pública com a mobilidade especial e as desvinculações dos funcionários públicos.

O montante não foi até agora desagregado pelo Executivo, logo não é possível saber se as rescisões poupam mais dinheiro do que o envio dos funcionários para o quadro de requalificação onde há uma perda progressiva de salário. Também não foi explicada com detalhe a fórmula para financiar esta reforma, ou seja, não se sabe se os valores apontados pelo Executivo na carta enviada à troika são realmente poupança líquida -- depois de descontado o custo das rescisões -- ou aos valores indicados será preciso subtrair o custo para execução destas reformas.

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