Dinheiro da troika para a banca não é para outros fins

O dinheiro destinado pela 'troika' à recapitalização dos bancos não deve ser usado para outros fins, defende o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.

"Na fase atual, não é aconselhável orientar o dinheiro para outros fins", uma vez que isso "pode acarretar sérios riscos para a estabilidade do sistema financeiro", disse o vice-presidente da Comissão Europeia a 17 de janeiro numa resposta por escrito a um eurodeputado e citada hoje pela agência de informação financeira Bloomberg.

O resgate financeiro de 78 mil milhões de euros, acordado em maio de 2011 com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), incluiu 12 mil milhões de euros destinados a recapitalizar a banca. Os bancos viram ainda ser estendido para 35 mil milhões de euros o fundo de garantia para a emissão de obrigações.

"O valor de 12 mil milhões de euros foi cuidadosamente escolhido para fornecer um seguro suficiente contra riscos financeiros, evitando que montantes significativos de dinheiro fiquem por usar", acrescentou Rehn.

Depois dos 4.500 milhões de euros injetados no BCP e no BPI em 2012, até final deste mês serão colocados 1.100 milhões de euros no Banif. Assim, no total, ao abrigo da linha da 'troika', foram gastos 5.600 milhões de euros no sistema financeiro português. Porém, no Banif, ao contrário dos outros dos bancos, o Estado ficará mesmo como acionista da instituição.

O Estado investiu ainda 1.650 milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos, mas neste caso enquanto seu único acionista, ou seja, este capital não saiu da linha disponibilizada pelos credores externos.

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