"Devíamos ser nós a propor um programa cautelar"

A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, avisa que não há apoios financeiros sem condicionalidade. Por isso, deverá ser o País a ter a iniciativa de propor aos credores internacionais o modelo para um eventual programa cautelar, assegurando que as medidas se ajustam à realidade nacional.

Em entrevista n'O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, Teodora Cardoso trouxe três temas para desenvolver: avaliação do programa da troika e lições a tirar, o desempenho da economia em 2014 e também a reforma do Estado.

Diz que competia ao Governo enquadrar as medidas definidas pelo programa de assistência financeira, de curta duração, no longo prazo, mas que esse enquadramento falhou. Sobre a economia, admite que a previsão de crescimento do PIB para o próximo ano "é atingível", mas alerta para a necessidade de simplificar o pagamento de impostos e, sobretudo, estabilizar a carga fiscal para que os investidores possam decidir com base para o futuro. Acrescenta ainda que não é "adepta de hipóteses de repúdio da dívida".

Lamenta que o guião da reforma do Estado não seja mais concreto e que não inclua um calendário de medidas que permita um maior acompanhamento do trabalho em curso. E refere que "estamos muito concentrados nos aspetos legalistas", quando reformar não significa apenas fazer novas leis ou alterar as que já existem.

Leia mais no e-paper do DN.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG