Despesa fica 1.622 milhões de euros abaixo do estimado em 2012

A despesa da Administração Central e da Segurança Social ficou 1.622,2 milhões de euros abaixo do estimado em 2012, devido à suspensão da possibilidade de realizar compromissos determinada em setembro pelo ministro das Finanças.

"O saldo provisório da Administração Central e da Segurança Social ascendeu a 7.385,9 milhões de euros, que compara favoravelmente com um saldo de 8.127,9 milhões de euros no âmbito da estimativa para 2012 elaborada para efeitos do OE-2013 [Orçamento do Estado para 2013], resultado influenciado sobretudo por um desvio favorável na despesa de 1.622,2 milhões de euros", diz a Direção-Geral do Orçamento na síntese de Execução Orçamental hoje divulgada.

A DGO diz mesmo que este valor -- que ainda é provisório -- se deve sobretudo a uma "execução abaixo do esperado em aquisição de bens e serviços, outras despesas correntes, transferências correntes e investimento", e que no caso concreto da despesa com bens e serviços a poupança resulta "do efeito do congelamento de compromissos determinado em setembro de 2012".

No caso das outras despesas correntes, a poupança extra chegou de medidas de contenção adicionais que foram tomadas ao longo do ano, em especial na educação.

A grande poupança surge, assim, da despesa corrente, que acaba por contribuir com 1.209,7 milhões de euros para a poupança adicional conseguida, dos quais 1.154,8 milhões de euros dizem respeito a uma travagem no consumo público.

A despesa com transferências correntes ficaram 427,3 milhões de euros abaixo do estimado.

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