Despesa com subsídio de desemprego cresceu 120 milhões

A despesa com subsídios de desemprego e de apoio ao emprego cresceu 22,6 por cento - 120 milhões de euros - no primeiro trimestre deste ano, contribuindo para um agravamento do saldo da Segurança Social.

Estes dados constam do boletim de execução orçamental hoje divulgado pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Em termos agregados, a Segurança Social registou um excedente de 278 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano - um resultado inferior em 301 milhões de euros ao registado no mesmo período de 2011.

O Governo justifica esta deterioração com "o aumento da despesa com prestações sociais, sobretudo pensões e subsídios de desemprego".

Nos primeiros três meses deste ano, a Segurança Social pagou ao todo 640 milhões de euros em subsídios de desemprego e de apoio ao emprego.

Segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 22,2 por cento entre março de 2011 e março deste ano.

Nos dados hoje divulgados pela DGO, o défice das administrações públicas para os três primeiros meses do ano cifrou-se nos 463 milhões de euros, valor "significativamente inferior ao estabelecido" no programa de assistência acordado com a 'troika', garante o Governo.

Estas contas são apresentadas em contabilidade pública (ótica de caixa). Os números do défice considerados por Bruxelas para o procedimento de défices excessivos são calculados em contabilidade nacional (ótica de compromissos).

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