Défice agrava-se no 1.º trimestre e atinge 7,9%

O défice orçamental no primeiro trimestre agravou-se para 7,9 por cento do PIB, ficando acima da meta de 4,5 por cento prevista para o final do ano e acima dos 7,5 por cento verificados em igual período de 2011.

Segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor nominal do défice das Administrações públicas em contabilidade nacional - a áptica que conta para Bruxelas - atingiu os 3.217 milhões de euros, valor que compara com os 3.097 milhões de euros registados no final do primeiro trimestre do ano passado.

Analisando estes dados em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), verifica-se um agravamento dos 7,5 por cento do final do primeiro trimestre do ano passado para 7,9 por cento registados em 2012.

O valor de 2011 foi revisto de 7,7 por cento para 7,5 por cento do PIB.

Os dados do INE mostram ainda que analisando o ano terminado no final do primeiro trimestre também se registou um agravamento do défice.

"A necessidade de financiamento das Administrações Públicas agravou-se 0,1 [pontos percentuais], passando de 4,2 por cento em 2011 para 4,3 por cento no ano acabado no primeiro trimestre de 2012".

Esta evolução, segundo o Instituto, "refletiu em larga medida a diminuição das receitas de impostos sobre a produção" com uma quebra de 1,7 por cento no ano acabado no primeiro trimestre de 2012, "e o aumento das prestações sociais" com um crescimento de 1,2 por cento no mesmo período.

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