Decisão da Nissan apanhou câmara de surpresa

A Câmara de Aveiro (PSD/CDS) disse hoje que recebeu com surpresa a decisão da Nissan de suspender a sua fábrica de baterias, atendendo ao "grande avanço" da construção das infraestruturas localizadas na freguesia de Cacia.

"O município de Aveiro, em face dos contactos já estabelecidos, lamenta a decisão da Nissan em suspender o investimento previsto para Aveiro, retardando a criação de postos de trabalho e reduzindo o valor do investimento previsto", diz a autarquia em comunicado.

O executivo camarário liderado por Élio Maia afirma, no entanto, manter a esperança que, "quando a conjuntura económica for mais favorável, o investimento se venha a concretizar em plenitude".

"O município de Aveiro irá continuar a acompanhar esta situação e a envidar todos os esforços para retomar este e continuar a atrair novos investimentos para o concelho", conclui a autarquia.

Questionada pela Lusa, a Câmara de Aveiro esclareceu ainda que não houve quaisquer contrapartidas da autarquia para a construção da referida fábrica, além da "agilização do processo".

A fábrica de baterias da Nissan que representava um investimento de 156 milhões de euros e a criação de 200 postos de trabalho directos, deveria começar a laborar no início do próximo ano.

O projecto, agora suspenso, tem sido apontado pela Câmara de Aveiro como um exemplo da capacidade do município para "atrair projectos industriais de grande envergadura tecnológica".

O presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, chegou mesmo a referir-se à futura fábrica como "uma janela de esperança que se abre".

"Neste momento, em que vivemos algumas dificuldades, é importante surgir assim algo de positivo que nos dá 'elan', que nos dá força, que nos dá ânimo e alegria", afirmou o autarca no final da cerimónia em que foi anunciado que a nova fábrica iria ser construída no interior do complexo industrial da Renault, em Cacia.

A decisão de suspender a fábrica para carros eléctricos que iam abastecer os veículos da aliança Renault Nissan foi anunciada na passada segunda-feira pelo porta-voz da Nissan, António Pereira-Joaquim.

Em declarações à Lusa, aquele responsável explicou que, após análise detalhada do plano de negócios, a empresa chegou à conclusão que "as quatro fábricas espalhadas por todo o mundo seriam suficientes para os objectivos".

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