Daniel Bessa defende que OE/2014 será mais restritivo

O economista, Daniel Bessa, afirmou hoje que o Orçamento do Estado para 2014 vai ser "mais restritivo" que o orçamento para 2013 e irá pesar "negativamente" no crescimento económico.

"É evidente que quando se tem um programa para reduzir um défice de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4% estamos a falar de 2.500 milhões de euros que ou vêm de menos despesa ou de mais impostos. O Orçamento do Estado de 2014 será mais restritivo que o de 2013", disse Daniel Bessa.

Falando à margem do Congresso Nacional de Economistas que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Daniel Bessa disse não ter dúvidas que o orçamento para o próximo ano "será mais restritivo e, evidentemente, isso pesará negativamente no crescimento da economia".

O economista não quis comentar as notícias avançadas no fim de semana sobre a intenção do Governo de cortar nas pensões de sobrevivência, dizendo apenas que "há de facto um grande problema de comunicação do Governo".

Esta manhã, falando na abertura do Congresso, o primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmou que a execução das medidas que ficaram previstas com os credores e que estão contidas no Orçamento do Estado para 2014 pode gerar um novo "choque de expectativas".

"Numa altura em que nós estamos na véspera de apresentar o Orçamento do Estado para 2014, que traduz o conjunto dos compromissos que assumimos com os nossos credores oficiais no sentido de corrigir ainda a consolidação orçamental, acentuando a trajetória de uma despesa primária mais consentânea com a sustentabilidade da dívida ,é evidente que a execução das medidas que então ficaram previstas pode, novamente, gerar um choque de expectativas", afirmou Passos Coelho.

Passos Coelho defendeu que a forma como decorre o "debate público" pode "ser muito importante para não criar um choque de expectativas demasiado punitivo que comprometeria injustamente e desproporcionadamente os méritos e o sucesso do programa".

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