CTT desmentem comissão de trabalhadores

Os CTT negam que tenham feito contactos com mais de mil trabalhadores para a suspensão de contratos, hoje denunciada pela comissão de trabalhadores, adiantando que a proposta seguiu apenas para 99 funcionários.

"Os CTT desmentem em absoluto a veracidade da afirmação atribuída a um responsável da Comissão de Trabalhadores, José Rosário, citada pela Lusa, que refere que os CTT teriam proposto a 'mais de mil trabalhadores' a 'suspensão dos [seus] contratos de trabalho'", disse a empresa em comunicado enviado à agência Lusa.

As afirmações da Comissão de Trabalhadores aconteceram esta tarde numa audição pública sobre o futuro do sector empresarial do Estado nos transportes e comunicações, promovida pelo grupo parlamentar do PCP, que decorreu na Assembleia da República.

Numa reação a esta notícia, a empresa liderada por Estanislau Mata Costa reitera que "não enviaram nem enviarão mil propostas de suspensão de contratos de trabalho", acrescentando que "tal medida não está nem prevista nem faz parte de qualquer plano de recursos humanos do sector postal".

No entanto, os CTT admitem que enviaram, a 29 de Dezembro, cartas a 99 trabalhadores a quem propuseram a suspensão dos seus contratos de trabalho.

"Na verdade, os CTT contactaram 99 trabalhadores para apurar do interesse destes para, de forma voluntária e por acordo, suspenderem o seu contrato de trabalho, através de uma figura semelhante à da pré-reforma, comum em muitas empresas, que mantém o vínculo contratual do trabalhador até à data da sua reforma", afirma o mesmo comunicado.

Os CTT afirmaram ainda, na mesma nota, que ponderam avançar com um "processo por difamação" sobre o autor destas afirmações.

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