Crescimento não será "suficientemente robusto" para compensar perda de investimento

A ministra das Finanças afirmou hoje que a crise "foi extraordinariamente gravosa para o investimento" e que, segundo as previsões do Documento de Estratégia Orçamental, não haverá até 2018 um "crescimento suficientemente robusto" para compensar a perda de investimento.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, está hoje na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública a ser ouvida pelos deputados sobre o DEO, apresentado pelo Governo a 30 de abril, no último dia do prazo de entrega do documento à Assembleia da República e a Bruxelas.

Maria Luís Albuquerque disse que, "de acordo com as previsões conservadoras" do documento, o país não terá ainda "um crescimento suficientemente robusto para compensar a perda [de investimento] dos últimos anos", referindo-se ao horizonte das previsões do DEO, até 2018.

"Esta crise foi extraordinariamente gravosa para o investimento. Tivemos de fazer um ajustamento simultâneo no setor público e no setor privado. [...] A conjugação destes dois efeitos teve um efeito muito negativo no investimento", justificou Maria Luís Albuquerque.

A ministra respondia a uma crítica do deputado socialista João Galamba, que considerou que a falta de investimento equivale a "colocar bombas" pelo país.

"É isso que a falta de investimento faz. O Governo está a atirar bombas para o tecido produtivo do país em 2018", criticou

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