Congresso dos EUA vai ouvir líder da General Motors

A diretora-geral do construtor automóvel norte-americano General Motors, Mary Barra, vai ser ouvida no Congresso dos Estados Unidos a 1 de abril sobre a recente recolha de 1,6 milhões de veículos com problemas na ignição.

Uma subcomissão de inquérito da Câmara dos Representantes anunciou na quinta-feira ter convocado Mary Barra e o administrador interino da agência norte-americana de segurança rodoviária, David Friedman.

A General Motors atravessa uma fase polémica, tendo pedido a recolha de 3,4 milhões de veículos desde fevereiro.

Este inquérito parlamentar está relacionado com 1,6 milhões de veículos com defeitos na ignição, problema que terá provocado 31 acidentes e a morte de 13 pessoas.

Os condutores assinalaram que os motores param bruscamente devido a uma falha na ignição e os parlamentares norte-americanos querem saber por que motivo nem a General Motors nem o Governo norte-americano reagiram às indicações dadas pelos automobilistas desde há 10 anos.

"Queremos saber se esta tragédia podia ser evitada e o que pode ser feito para impedir a perda de vidas por problemas de segurança", explicaram dois congressistas, Fred Upton e Tim Murphy, ao anunciar a audição.

Mary Barra, uma engenheira de 52 anos, que fez toda a sua carreira na General Motors, assumiu a chefia do grupo a 15 de janeiro, tornando-se a primeira mulher a dirigir o maior fabricante automóvel dos Estados Unidos.

"Neste caso, houve algo que não funcionou no nosso procedimento e aconteceram coisas terríveis", lamentou Barra num vídeo colocado no 'site' da General Motors.