Conclusão da venda da Opel à Magna durará meses

O acordo sobre a venda da Opel ao consórcio austro-canadiano Magna, anunciado hoje pela General Motors (GM) e pelo governo alemão, só estará concluído dentro de meses, comunicou hoje a GM Europe, em Zurique (Suíça).

Nas próximas semanas, "terão de ser ainda esclarecidos pontos importantes", afima-se no comunicado da GM Europe. Nomeadamente, os representantes dos trabalhadores da Opel e da Vauxhall terão de confirmar por escrito qu8e apoiam a prevista redução de custos, refere-se no documento.

Além disso, terá de ser assinado um acordo de financiamento definitivo com o governo federal e com os quatro governos regionais alemães onde existem fábricas da Opel.

A chanceler alemã \u008fngela Merkel saudou hoje a decisão do conselho de administração da GM, em Detroit, de alienar a maioria das acções em favor da Magna e do seu parceiro russo Sberbank.

A "luz verde" dada pela GM, sob a forma de uma recomendação de venda à sociedade fiduciária que detém 65 por cento do capital da Opel, desde Maio, foi entretanto aprovada por este grémio, abrindo caminho à venda da maioria das acções à Magna.

No comunicado da GM Europe, o presidente executivo da empresa norte-americana, Fritz Henderson, afirma que a GM "continuará a cooperar estreitamente" com a Opel, agradece o apoio do governo alemão e a fidelidade dos clientes da marca.

Em declarações ao site Spiegel Online, um porta-voz da Magna mostrou-se reservado, afirmando que a transacção "ainda não está concluída".

A GM "é um parceiro fiável, mas ainda não há um contrato assinado, e não é possível avaliar quando é que o negócio estará concluído", disse o mesmo responsável.

Para vender a Opel, a GM colocou várias condições à Magna: a nível europeu terão de ser reduzidos 10 mil postos de trabalho, as quatro fábricas na Alemanha devem manter-se e beneficiar de investimentos, e a responsabilidade empresarial passará a ser da Magna.

Além disso, a "New Opel" deverá ter acesso ao mercado russo, mas a GM apesar de ir passar a deter apenas 35 por cento das acções da sua antiga subsidiária europeia, terá direito de veto sobre transferências de tecnologia para a Rússia.

FA

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