Citroen de Mangualde suspende terceiro turno

A fábrica da Peugeot Citroen (PSA) de Mangualde vai suspender o terceiro turno de laboração que tinha retomado em finais de 2010. No ano passado a empresa atingiu números recorde na produção de veículos mas os sinais para este ano ditaram o encerramento do terceiro turno, o que já tinha sido equacionado em outubro.

A decisão de suspender o terceiro turno da fábrica da PSA de Mangualde foi comunicada aos trabalhadores esta noite à saída do último turno. Os trabalhadores receberam a notícia com "apreensão" mas a Comissão de Trabalhadores assegura que a decisão ainda não é oficial. Ouvido pelo DN Jorge Abreu, presidente da Comissão, não quis comentar a decisão e adiou esclarecimentos para a manhã desta sexta-feira, quando reunir com a administração da empresa, num encontro marcado para as 9.30.

Em causa estão cerca de 300 postos de trabalho, que poderão vir eventualmente a ser mais. Estas três centenas de trabalhadores iniciaram funções em outubro de 2010, quando a empresa retomou o terceiro turno de laboração que tinha sido eliminado no auge da crise do sector automóvel mundial, em 2009. Na altura a administração da empresa de Mangualde assegurou que os trabalhadores seriam "contratados por seis meses e a sua continuidade estaria dependente do evoluir de mercado", afirmou então Juan Codina que dirigia a unidade de Mangualde do construtor francês.

Em 2011 a fábrica da Peugeot Citroën em Mangualde obteve resultados animadores. A empresa faturou 400 milhões de euros, com as exportações a atingirem 97% desse valor. Produziu cinquenta mil automóveis números que se prevê que venham a diminuir em 2012 e que terão estado na base da decisão do construtor francês.

Um cenário que já se previa porque em outubro a marca francesa anunciou o despedimento de cinco mil trabalhadores na Europa devido à crise. PSA de Mangualde atravessou uma fase difícil em 2008, que se prolongou até finais de 2009, tendo, na altura, extinto centenas de postos de trabalho, situação que foi ultrapassada e os mais de 500 trabalhadores que deixaram a fábrica em 2009 foram reabsorvidos com a melhoria das condições de mercado. Em setembro contava com 1300 funcionários.

Nesta altura, DN está a tentar obter uma reação da administração da empresa de Mangualde e também da autarquia, que recentemente cedeu uma parcela da EN 16 para ampliação da fábrica.

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