CIP e UGT apontam para subida do salário mínimo

A CIP e a UGT consideram que as condições para que haja uma subida do salário mínimo nacional devem começar desde já a ser preparadas, de forma a haver mexidas no início do próximo ano.

"A UGT gostaria que a questão do salário mínimo nacional tivesse uma acuidade já para ontem. A CIP demonstrou hoje que está disponível, a exemplo de ocasiões anteriores, para discutir com os parceiros sociais metas que sejam atingíveis - face ao quadro macroeconómico do país, que é extremamente gravoso para o tecido empresarial - para a subida do salário mínimo", afirmou hoje o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

O responsável, que falava aos jornalistas após se ter reunido como o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, em Lisboa, assegurou que, do lado dos patrões, "se houver condições, estão disponíveis para implementá-la a partir de janeiro de 2014".

Por seu turno, António Saraiva destacou que "a CIP está completamente disponível para elaborar um acordo durante o ano de 2013 para aplicar em janeiro ou fevereiro, ou quando se entender oportuno", de 2014.

"Temos é que ter bases sólidas, credíveis e mensuráveis desse mesmo acordo", realçou.

E acrescentou: "Tem que ser um acordo que assente em produtividade e em ganhos de produtividade. E que tenha em conta os mercados de destino das nossas exportações".

Segundo o presidente da CIP, "há um conjunto de variáveis que têm que estar contidas nesse acordo, para que as partes as possam monitorizar e, se tiverem evolução positiva, há evolução salarial. Se não, não pode haver evolução salarial".

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