CGD: Funcionários vão perder subsídio de férias e de Natal

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou hoje aos trabalhadores que vai avançar com cortes nos subsídios de Natal e de férias dos funcionários que ganhem acima de 600 euros, cumprindo a lei do Orçamento do Estado para 2012.

A administração do banco público fez chegar hoje esta informação aos trabalhadores através de um comunicado interno, disseram à Lusa representantes dos trabalhadores.

Numa nota enviada hoje por e-mail aos seus funcionários, a CGD lembra que não foi abrangida por nenhuma exeção ao corte de subsídios estabelecido no Orçamento de Estado para 2012.

Em 2010, a CGD conseguiu um regime de exceção que permitiu que em 2011 os trabalhadores do grupo não fossem abrangidos pela redução de salários impostos aos funcionários das empresas públicas com remunerações brutas superiores a 1500 euros mensais. Em contrapartida, o banco público comprometeu-se a reduzir custos, que tem levado a cabo, por exemplo, nos habituais prémios de desempenho.

Após ter tido conhecimento destes cortes, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), João Lopes, disse à Lusa que se está a viver um "ambiente de grande tensão" entre os trabalhadores e remeteu para o início da próxima semana a avaliação das "medidas a tomar", sendo já certo que vão mesmo avançar para tribunal.

Esta terça-feira os trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), reunidos em plenário em Lisboa, tinham decidido recorrer aos tribunais portugueses e internacionais em caso de não pagamento do subsídio de férias no final deste mês, que geralmente era pago a 26 de janeiro.

Ainda assim, os trabalhadores mantêm para segunda-feira a iniciativa, já prevista antes do conhecimento dos cortes, de entregar um abaixo-assinado à administração da CGD contra a possibilidade de serem abrangidos por estas medidas. O documento doi assinado por oito mil trabalhadores.

Os funcionários do banco público contestam os cortes dos subsídios, argumentando que a CGD "não depende financeiramente do Orçamento do Estado" pelo que esta medida não significa "corte de despesa para o Estado".

O Orçamento do Estado deste ano impõe cortes progressivos nos subsídios de férias e de Natal aos funcionários da Administração Pública e das empresas públicas com vencimentos a partir dos 600 euros por mês e eliminação total a partir dos 1100 euros, medida que deverá também abranger os trabalhadores da CGD.

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