CCP não vê como Portugal pode sair da crise

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considerou hoje que não vê como é que Portugal pode sair da crise se persistir o "aumento progressivo de impostos" avançado hoje pelo ministro das Finanças.

"Consideramos que a persistir esta via seguida pelo Governo de aumento progressivo de impostos com redução do rendimento disponível das famílias e contração do consumo interno, não vemos como Portugal pode sair da crise em que está, já que este conjunto de medidas irão continuar a acentuar o encerramento de empresas e o aumento do desemprego", disse João Vieira Lopes.

Em segundo lugar, "consideramos que esta solução fiscal via IRS [Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares] é mais equilibrada que a anteriormente proposta pelo Governo, que envolvia a TSU [Taxa Social Única]".

Por outro lado, "continuamos preocupados com o facto de faltarem claramente medidas no sentido da dinamização da economia, em particular como vamos incentivar o investimento e permitir que as empresas sobrevivam a esta complexa situação", acrescentou.

O presidente da CCP afastou qualquer cenário de um crescimento económico em breve, adiantando que não considera o quadro macroeconómico realista.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou hoje um "enorme aumento de impostos" para o próximo ano.

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