CCP disponível para negociar aumento do salário mínimo

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, disse hoje estar disponível para negociar o aumento do salário mínimo nacional reivindicado pelos sindicatos.

"Estamos disponíveis para negociar o aumento do salário mínimo se isso for posto em cima da mesa", disse Vieira Lopes à entrada de uma reunião entre Governo e parceiros sociais, esta tarde, em Lisboa.

Vieira Lopes entende que, caso este aumento se venha a verificar, "é positivo", na medida em que "os portugueses devem aumentar a sua capacidade de consumo".

"No entanto, da parte do Governo existe uma objeção que é o acordo da 'troika'. O que nós queremos perceber aqui hoje é se o Governo se movimentou o suficiente para alterar essas posições da 'troika' ou não", declarou.

Ressalvou, no entanto, que apesar da abertura da CCP para aumentar o salário mínimo nacional, há que considerar as diferenças entre os vários setores de atividade.

"Na maior parte dos setores, isso é possível. Agora há setores nos quais isso é difícil, como os setores de mão-de-obra intensiva", referiu Vieira Lopes.

Também à entrada, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que "se o Governo não manifestar abertura", a central sindical vai "endurecer o protesto".

A CGTP reivindica um aumento para 515 euros já a partir de janeiro, devendo o salário chegar a 545 euros ainda durante o ano de 2013.

Já a UGT, vai propor ao Governo o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros a partir de 01 de janeiro de 2013.

O Governo de José Sócrates assinou em 2006 um acordo com os parceiros sociais que previa o aumento gradual do salário mínimo de modo a que este fosse fixado nos 500 euros a 01 de janeiro de 2011.

Atualmente, o salário mínimo nacional é de 485 euros.

O Governo e os parceiros sociais reúnem-se hoje para discutir a proposta de lei que vai permitir a distribuição de metade dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do setor privado pelos 12 meses do ano, o que vai equivaler a um aumento mensal do rendimento ilíquido de 8,3%.

No entanto, nos meses de julho e dezembro, em que eram normalmente recebidos os subsídios e passam a ser recebidas as respetivas metades, ocorre uma diminuição de 20,8% do rendimento ilíquido.

O governo enviou um documento aos parceiros sociais, corresponde à proposta de lei que o Governo aprovou dia 29 de novembro em conselho de ministros, que vai ser discutido na reunião de hoje, para a qual está também agendada a discussão do Salário mínimo Nacional.

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