CCP concorda com convergência entre público e privado

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, concorda com uma convergência entre os setores público e privado na questão da Segurança Social, remunerações e condições de legalização de trabalho.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enviou na quinta-feira à 'troika' uma carta na qual abordou a possibilidade de criar uma tabela salarial única e a convergência da lei laboral e dos sistemas de pensões público e privado, como ações de compensação da inconstitucionalidade de normas orçamentais.

Em declarações à Lusa, o presidente da CCP começou por afirmar desconhecer que propostas é que o primeiro-ministro vai apresentar, e que só gostaria de comentar "propostas concretas", no entanto, adiantou, que "globalmente" e "independentemente" da questão do Tribunal Constitucional ter chumbado alguns pontos do Orçamento do Estado para 2013, a CCP está de acordo que "deva haver uma convergência entre os setores público e privado, quer em termos de Segurança Social, quer em termos de remunerações e todas as condições de legalização de trabalho".

João Vieira Lopes reiterou a sua preocupação pelos constantes "cortes".

"Não vemos como é que é que deste modo é possível sair da crise económica e inclusivamente pagar a dívida", acrescentou, referindo estar "bastante perplexo", por não se ver "nem da parte do Governo, nem da parte das instituições internacionais uma preocupação mínima com o relançamento da economia".

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