Carlos Silva diz que UGT foi empurrada para greve geral

O secretário-geral da UGT considerou hoje que a central foi empurrada para a greve geral de dia 27 pelo Governo e defendeu que a situação do país justifica a convergência entre as duas centrais sindicais e os sindicatos independentes.

"Vamos para a greve geral empurrados por um Governo intransigente e sem sensibilidade. Por isso é o momento da convergência entre a UGT e a CGTP e os sindicatos independentes", disse Carlos Silva em conferência de imprensa.

A UGT decidiu hoje que também vai fazer greve geral a 27 de junho contra o agravamento das medidas de austeridade impostas pelo Governo.

A decisão foi tomada pelo Secretariado Nacional (com um voto contra e 4 abstenções em 80 votantes) e pelo Conselho Geral da UGT (com 5 abstenções em 68 votantes).

O aumento do desemprego, o agravamento da austeridade, o bloqueio da concertação social e da negociação coletiva, o congelamento do Salário mínimo Nacional e a tentativa de destruição do Estado Social foram os motivos que, segundo Carlos Silva levaram à marcação da greve geral.

"Não é o Governo que está em causa, mas sim as suas políticas, não exigimos a sua demissão porque isso cabe aos portugueses", disse o líder da UGT referindo-se às próximas eleições legislativas.

A CGTP anunciou na sexta-feira uma greve geral para dia 27 de junho contra as políticas de austeridade do Governo e por eleições antecipadas.

Carlos Silva não deu importância ao facto da CGTP ter anunciado primeiro a greve geral e salientou a importância da convergência na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos pensionistas.

"O que importa é a convergência para mostrar ao Governo que urge mudar de políticas e a defesa dos trabalhadores que representamos", concluiu o secretário-geral da UGT.

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