Bruxelas admite adiar metas do défice em Espanha

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Olli Rehn, admitiu em Madrid rever os objetivos para os défices públicos fixados pela Comissão Europeia para Espanha se a economia "se deteriorar de forma importante"

Olli Rehn - que falava segunda-feira em Madrid - afirmou estar "consciente da situação difícil que vivem muitos espanhóis" e sublinhou que para uma eventual revisão dos objetivos para o défice fixado para Espanha é necessário esperar pela próxima publicação de previsões de crescimento da União Europeia, prevista para 22 de fevereiro.

Nas recomendações em matéria de redução do défice, a Comissão Europeia "tem em conta as perspetivas de crescimento e a margem de manobra orçamental de cada país", sublinhou o comissário.

Se se vir que a situação económica da Espanha se "deteriorou de forma importante, nós poderemos rever o ritmo de redução do défice", adiantou o comissário.

A Espanha - que registou um défice de 9,4% do PIB em 2011, comprometeu-se a reduzi-lo para 6,3% em 2012, e depois para 4,5% em 2013 e 2,8% em 2014.

No entanto, o valor fixado para 2012 deverá ser largamente ultrapassado, segundo numerosos analistas.

A própria Comissão Europeia reconheceu na semana passada num relatório que seria "muito difícil" para Espanha respeitar este objetivo, em parte devido à derrapagem orçamental de várias regiões autónomas.

Os valores do défice público em 2012, que devem ser publicados dentro de dias, "porão em evidência o enorme esforço feito por todas as administrações públicas para reduzir o défice", afirmou o ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos.

O ministro não precisou, contudo, se Espanha iria respeitar o objetivo de 6,3%.

Luís de Guindos também assegurou que os esforços para a redução do défice estavam "equitativamente distribuídos" entre o Estado central e as regiões autónomas, apesar de algumas, designadamente a Catalunha, afirmarem o contrário.

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