Bolsas europeias nervosas com referendo da Escócia

As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, à espera das decisões da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) e nervosas com o desfecho do referendo de quinta-feira na Escócia.

Cerca das 09:05 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava em alta, a subir 0,34%, para 3.232,81 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam em alta, a subir respetivamente 0,14%, 0,38% e 0,35%. No mesmo sentido, os principais índices das bolsas de Madrid e Milão estavam a avançar 0,23% e 0,55%.

Depois de ter aberto em alta, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 09:05, o principal índice, o PSI20, estava a subir 0,88%, para 5.869,51 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em alta na terça-feira, com o Dow Jones a subir 0,59%, para 17.131,97 pontos, depois de ter subido a 16 de julho até aos 17.138,20 pontos, o atual valor máximo de sempre desde que foi criado, há 128 anos.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,2946 dólares, contra 1,2942 dólares no encerramento de terça-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na terça-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,2949 dólares.

Tendo como pano de fundo o desfecho do referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido, que se realiza quinta-feira, a principal referência da sessão de hoje é a reunião da Fed sobre política monetária, que depois vários dias de deliberações previsivelmente baixará o volume mensal de compra de títulos de 25.000 milhões de dólares para 15.000 milhões de euros, o mesmo decréscimo que tem vindo a fazer em cada uma das reuniões mensais desde o iníco da retirada dos estímulos em finais de 2013.

Além do referendo da Escócia, que na última semana já provocou uma fuga de milhares de milhões de libras de depositantes escoceses para Inglaterra, por temerem as consequências de uma eventual independência, e da Fed, o Eurostat divulga os 'números' da inflação em agosto e da produção industrial no setor da construção em julho.

A Alemanha emite até 4.000 milhões de euros em dívida a dois anos e o Tesouro português realiza um leilão de até 1.000 milhões de euros em duas maturidades de curto prazo, três e 12 meses.

A 04 de setembro, o BCE reduziu a taxa de juro diretora para 0,05%, um novo mínimo histórico, e anunciou que vai lançar em outubro um programa de compra de dívida privada para apoiar o mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro.

Na altura, o presidente do BCE disse que será difícil chegar a uma inflação próxima dos objetivos da instituição (2%) só com base na política monetária.

"É preciso crescimento", considerou, referindo que "são precisas medidas orçamentais e sobretudo reformas estruturais".

O barril de petróleo Brent, para entrega em novembro, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 98,92 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,13% do que no encerramento da sessão anterior.

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