Bolsas asiáticas abrem em baixa depois de S&P alertar para possível novo corte

Os mercados bolsistas asiáticos iniciaram hoje as sessões com perdas, depois de a Standard & Poor's (S&P) ter anunciado existir uma probabilidade de 33 por cento de voltar a cortar o 'rating' dos Estados Unidos.

A bolsa de Tóquio abriu a sessão a perder 189,25 pontos, menos 2,08 por cento, com o índice Nikkei a cotar-se nos 8.908,31 pontos.

O segundo indicador, o Topix, que agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas, também caiu 16,14 pontos (2,06 por cento), até aos 766,72 pontos.

Nos primeiros minutos após a abertura da sessão, a bolsa de Tóquio já registava perdas de 3,46 por cento com o índice Nikkei a cotar-se nos 8.785,66 pontos, seguindo a tendência generalizada nas praças europeias e de Nova Iorque.

A bolsa de Seul (Coreia do Sul) também iniciou a sessão de hoje a ceder 3,29 por cento, com o índice Kospi a perder 61,57 pontos para os 1.807,88 pontos.

Sidney registou perdas na manhã de hoje, de 2 por cento ou 81,4 pontos para os 3.904,7 pontos.

O índice industrial Dow Jones terminou na segunda-feira a perder 5,55 por cento (634,76 pontos), para os 10.809,85 pontos e o tecnológico Nasdaq desvalorizou 6,90 por cento (174,72 pontos) para os 2.357,69 pontos. O alargado Standard & Poor's 500 recuou 6,66 por cento (79,92 pontos) para os 1.119,46 pontos.

Foi a primeira vez desde outubro que o índice vedeta de Wall Street encerrou abaixo dos 11 mil pontos e foi a pior sessão em termos percentuais desde dezembro de 2008, um período difícil para o sector financeiro.

Na Europa, as praças fecharam na segunda-feira no vermelho: Frankfurt caiu 5,02 por cento, Paris recuou 4,68 por cento, Londres cedeu 3,39 por cento, Madrid deslizou 2,44 por cento.

Nota ainda para Atenas, que cedeu 5,84 por cento, tendo tocado mínimos de 14 anos.

Em Lisboa, o PSI 20 caiu 3,13 por cento, atingindo mínimos de Março de 2009.

Na segunda-feira, a agência de notação financeira S&P afirmou que existe uma probabilidade de 33 por cento de nos próximos seis a 24 meses fazer uma nova descida da nota dos Estados Unidos, depois de no domingo já ter alertado para a possibilidade de no futuro proceder a uma segunda redução da nota.

Na sexta-feira, a S&P cortou a notação da dívida norte-americana de AAA para AA+, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, atribuindo a sua decisão à existência de "riscos políticos" ligados à dívida pública dos Estados Unidos, que ultrapassa os 14,5 biliões [milhão de milhões] de dólares.

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