ANTRAM pede explicações sobre uso de gasóleo mais barato pela Takargo

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) pediu hoje explicações ao Governo sobre o facto de os comboios da Takargo usarem combustíveis mais baratos, e está a ponderar apresentar queixa à Comissão Europeia.

Os comboios da Takargo estão a ser abastecidos com gasóleo verde, que é mais barato que o rodoviário porque beneficia de uma isenção da taxa de imposto sobre produtos petrolíferos, noticiou hoje o Diário de Notícias.

Em declarações à Lusa, o director geral da Takargo garantiu que o uso de combustível mais barato pelos comboios da empresa não representa nenhum favorecimento, uma vez que a transportadora da Mota Engil está apenas a utilizar uma isenção permitida pela legislação nacional.   

Para o presidente da ANTRAM, António Mousinho, esta é uma "situação inacreditável, uma vez que se trata de uma empresa privada".

A associação contesta o uso de combustível mais barato pela Takargo, afirmando que "é uma forma de concorrência" aos transportadores rodoviários de mercadorias e quer explicações do Governo.

"A ANTRAM espera que o Governo, através dos ministérios da Agricultura, das Finança e dos Transportes, e até a própria Autoridade da Concorrência, venham esclarecer este benefício, porque tratando-se de uma empresa de transporte de mercadoria, faz concorrência ao transporte rodoviário", disse António Mousinho.

O presidente da associação que representa os transportadores rodoviários de mercadorias disse que está a ponderar apresentar uma queixa ao Comissário Europeu da Concorrência.

"É uma empresa de direito privado, cujo objectivo é o lucro e estando a concorrer directamente com o transporte rodoviário tendo acesso a combustíveis em condições muito mais favoráveis, trata-se uma verdadeira concorrência", concluiu.

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