Almerindo Marques deixou a EP por falta de condições

O antigo presidente da Estradas de Portugal (EP) Almerindo Marques afirmou hoje no parlamento que se demitiu da empresa pública em março de 2011 devido às "condições previstas" ao exercício de funções não se terem verificado.

Na comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP), Almerindo Marques disse aos deputados que a saída, sem cumprir o segundo mandato, teve a ver com "as condições que estavam previstas e as que se vieram a verificar", adiantando que só não saiu mais cedo devido à recusa de visto do Tribunal de Contas a cinco subconcessões.

"Só não cessei funções no primeiro mandato, porque surgiu uma situação nova, que foi a recusa de visto do Tribunal de Contas [TdC]", declarou, em resposta ao deputado do CDS-PP Altino Bessa, que questionou o gestor sobre as circunstâncias da saída da EP.

Almerindo Marques, que esteve à frente da EP entre 2007 e 2011, realçou que "se não fosse a recusa de visto, tinha terminado o primeiro mandato e não teria ido para o segundo", acrescentando que entendeu que "tinha que tentar resolver o problema [recusa de visto] antes de abandonar funções".

Em debate na comissão de inquérito estão as subconcessões rodoviárias Autoestrada Transmontana, Douro Interior, Baixo Tejo, Baixo Alentejo, Litoral Oeste, Algarve Litoral e Pinhal Interior.

Almerindo Marques pediu a demissão da presidência do Conselho de Administração da EP em março de 2011, referindo "motivos de ordem pessoal".

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