Actual sistema de abastecimento de água "é insustentável"

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, considerou hoje, no Porto, "insustentável" o actual sistema de abastecimento de água, pelo que o Governo está a trabalhar na procura de uma solução.

"Temos um sistema que neste momento é absolutamente insustentável. Há municípios que ameaçam sair, há municípios descontentes, há municípios que não pagam. Têm problemas e têm justificações. Eu tenho-os ouvido a todos", afirmou Assunção Cristas, à margem da inauguração da Terra Sã Porto 2011 - Feira Nacional de Agricultura Biológica.

A ministra sublinhou que, no total, "há 400 milhões de euros de dívida das autarquias" à Águas de Portugal, verba que a empresa tem expectativa de receber.

"Isto significa que temos um modelo que se foi construindo, que tem uma série de justificações, mas que na verdade é insustentável, com disparidades do preço da água muito relevantes, com áreas onde não é possível através do preço fazer os investimentos muitas vezes desproporcionados que foram feitos", salientou.

Assunção Cristas afirmou que, feito o diagnóstico do passado, "agora é preciso encontrar uma solução sustentada para o futuro", e é nisso que o ministério está a trabalhar.

Sobre o futuro da Águas de Portugal, após o pedido de demissão feito esta semana pelo presidente e por dois outros administradores da empresa, a ministra referiu que "brevemente haverá informação sobre isso".

"Não tenho falado sobre essa matéria, porque ainda não chegou o momento de falar. Naturalmente, estava sempre em ligação com o presidente das Águas de Portugal e, portanto, é uma opção. Vamos esperar mais um bocadinho para se falar a fundo sobre aquilo que será o caminho nos próximos anos nesta matéria", disse.

Sobre a agricultura biológica, Assunção Cristas afirmou que "é um sector que está em crescimento e que todos os anos nota vivacidade, com mais gente a produzir e maior produção", embora ainda confinada a um nicho de mercado.

A ministra sublinhou que a própria União Europeia "mostra muito interesse neste modo de produção", nomeadamente no quadro da reforma da política agrícola comum.

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