1,2 ME para estudar relação entre bancos e empresas

O investigador português Miguel Ferreira vai ter nos próximos cinco anos um milhão e 200 mil euros para estudar como as relações entre os bancos e as empresas moldam a economia, as crises ou o sucesso do mundo empresarial.

O catedrático da Nova School of Business recebeu a bolsa do European Research Council na área de Economia e Gestão e disse, à agência Lusa, que nos próximos cinco anos a sua investigação se centrará em "todo o tipo de relações entre bancos e empresas" e como essas relações influenciam o acesso ao crédito e as suas condições e a facilidade que as empresas têm em escapar às crises.

Taxas de juro e 'spreads' [margem de lucro de um banco] mais baixos são algumas das condições mais favoráveis que uma relação próxima de uma empresa com um banco (conseguida, por exemplo, através da fidelização da empresa como cliente ou tendo o banco como um dos acionistas ou administradores) pode granjear.

A investigação centrar-se à na aquisição de bases de dados relativos a cerca de 30 países, permitindo medir as diferenças no relacionamento entre bancos e empresas a nível internacional.

A atribuição da bolsa permitirá contratar mais investigadores e "planear antecipadamente as coisas", indicou, salientando que um projeto desta envergadura é demorado até chegar à fase de publicação.

Miguel Ferreira, que se doutorou na Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, trabalhou no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa até 2008, quando se fixou na Universidade Nova e onde é responsável por uma cátedra de Finanças.

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