Trabalhadores realizam hoje sétimo plenário geral de 2012 com a reprivatização em pano de fundo

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) reúnem, hoje à tarde, naquele que será o sétimo plenário geral desde o início do ano, convocado para discutir o recente anúncio de reprivatização da empresa.

"Vamos ouvir a reação dos trabalhadores face a estes anúncios, mas já sabemos da grande apreensão que está instalada na empresa", disse à Lusa António Barbosa, porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT) dos ENVC.

Este será o quinto plenário geral convocado pela CT desde o início do ano, a que se somam outros dois promovidos pelas estruturas sindicais, estando o de hoje agendado para as 15:30.

Os representantes dos 650 trabalhadores passaram os dias de segunda e terça-feira em Lisboa, onde reuniram com o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, para conhecerem os planos de reprivatização dos estaleiros, a concretizar nos próximos quatro meses.

Marcaram presença, ainda, na Assembleia da República, para assistirem às audições dos presidentes da Empordef e dos ENVC na Comissão Parlamentar de Defesa.

"A ideia com que ficámos é que a privatização não era necessária e a empresa podia continuar a funcionar como estava até agora, mas noutros moldes de gestão, claro", afirmou António Barbosa.

Ainda assim, a CT sublinhou a satisfação com o compromisso da administração da Empordef de em breve serem desbloqueadas verbas que permitam o início da construção dos navios asfalteiros para a Venezuela, negócio de 128 milhões de euros e de mais de um milhão de horas de trabalho.

"Depois de começarmos com essas construções, nem tempo vamos ter para pensar nestes problemas, dado o volume de trabalho em perspetiva para a nossa empresa e para outras que trabalham para os estaleiros", disse ainda Barbosa.

O presidente dos ENVC, Jorge Camões, afirmou, na terça-feira, no Parlamento, que a empresa precisa de 16,4 milhões de euros de garantias bancárias e mais 10 milhões de euros para iniciar estas construções.

Revelou ainda que o prazo para entrega dos asfalteiros foi "renegociado" com a Venezuela, estando agora prevista para fevereiro de 2014, em simultâneo.

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