Viegas autorizou Pais do Amaral a exportar quadro protegido

Em 2012, as autoridades portuguesas anularam as proteções legais que impediam a saída de Portugal de uma importante pintura renascentista. Em Paris, tem uma oferta de compra de 3 milhões de euros.

O "Público" escreve que "No ano passado, as autoridades portuguesas anularam as proteções legais que impediam a saída do país da pintura "Virgem com o Menino, Santo Emídio, São Sebastião, São Roque, São Francisco de Assis e o Beato Tiago da Marca" (1487), do mestre veneziano da renascença Carlo Crivelli. Em Paris, para onde foi expedida, esta tábua teve uma oferta de compra de três milhões de euros. Saiu de Portugal tendo sido exposta no país uma única vez - há mais de quatro décadas. No ano passado, quando a sua saída do país foi autorizada, era propriedade do empresário Miguel Pais do Amaral.

Segundo o jornal, "Elísio Summavielle que, à época estava à frente da Direção-Geral do Património Cultural, afirma que o dossier com o pedido de expedição da "Virgem" recebeu inicialmente um parecer negativo precisamente devido às proteções legais a que a obra estava sujeita. Depois, como todos os processos semelhantes, subiu à Secretaria de Estado da Cultura. A autorização "foi uma decisão da tutela", diz o responsável". Summavielle lembra-se de ter discutido o caso com Francisco José Viegas, então responsável governamental pela pasta da Cultura. Viegas, por seu lado, diz não se recordar do processo nem da forma como decorreu".

Para os historiadores, "a peça é absolutamente extraordinária e devia ficar em Portugal", diz Raquel Henriques Silva, antiga diretora do Instituto Português de Museus".

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