Tempestades serão cada vez mais frequentes

Duas tempestades varreram Portugal. O último mês foi o terceiro janeiro mais quente desde 1931 e a precipitação esteve 50% acima do normal. Nem todos atribuem este par de temporais às alterações climáticas, embora avisem que estes acontecimentos vão já sendo menos extremos e mais vulgares.

O "Jornal i" escreve hoje que "Hércules e Stephanie. Os dois varreram Portugal com ventos fortes, agitação marítima intensa e chuvas fortes. Os estragos e os prejuízos foram-se repetindo e só no domingo a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) contou 2780 pedidos de ajuda vindos do litoral norte do Continente". Os especialistas ouvidos pelo jornal "dividem-se quanto ao papel das alterações climáticas na recente visita de duas tempestades em pouco mais de um mês. No entanto, uma conclusão é unânime: estes fenómenos meteorológicos extremos são e serão cada vez mais frequentes".

Segundo avança o jornal "o IPMA emitiu para hoje o aviso amarelo em toda a costa de Portugal continental, prevendo ondas entre os 4 e os 5 metros até pelo menos às 20.45. Filipe Duarte Santos, investigador da Faculdade de Ciencias da Universidade de Lisboa, garante que hoje as pessoas "já ligam" às cautelas sugeridas pelas entidades, e João Andrade dos Santos, investigador da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), considera que os portugueses "já vão tendo" algum cuidado". "Muito mais do que há dez ou 15 anos, quando ninguém falava nisso", resumiu. Andrade dos Santos, contudo, critica as 60 mil pessoas que estiveram no estádio da Luz, em Lisboa, e a sua "admiração" com o adiamento do jogo entre Benfica e Sporting devido ao mau tempo".

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