Tarado usou o cancro para abusar de 60 mulheres

Durante mais de dois anos, imitou uma voz feminina e, passando por médica ao telemóvel, enganou 60 mulheres. Convenceu-as de que sofreriam de cancro e levou-as a fazer exames de "telemedicina". No fim, ficava com fotos das partes íntimas das vítimas.

O "Jornal de Notícias" escreve que um homem de 48 anos, vendedor de profissão e pai de quatro filhas, passava por médica ao telefone, imitando uma voz feminina e durante mais de dois anos enganou 60 mulheres em todo o País, convencendo-as de que sofreriam de cancro e levando-as a fazer exames de "telemedicina" onde as apalpava e ficava com fotos das suas partes íntimas.

O tarado, ora se apresentava como "médica" do Instituto de Oncologia do Porto, da Maternidade Júlio Dinis, do Hospital de São João, dos hospitais de Coimbra e Guarda ou, simplesmente, como "secretária" ou "clínica" do "Centro de Saúde". Marcava números à "sorte" e esperava que atendessem mulheres. O esquema era sempre o mesmo. Sabendo que de tempos a tempos todas as mulheres fazem exames de ginecologia, dizia estar na posse de "maus resultados". Suspeitas de cancro no "colo do útero" ou "cancro de mama", num tom de conversa que indicava risco de vida.

Com as vítimas apavoradas, em vez de as levar ao hospital, iam efectuar um rastreio por "telemedicina" a uma casa particular, onde, uma vez sózinhas, eram questionadas sobre a sua vida sexual e convencidas a despirem-se. O homem apalpava então as vítimas, fingindo estar a fazer um rastreio e filmava e fotografava as suas partes intímas para "análise médica". O Homem acabou detido pela PSP.

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