Submarinos de Portas explicam cortes de Passos

Passos Coelho disse que o Governo cortou 1,6 mil milhões de euros nas gorduras do Estado. Porém, metade desta redução resulta da contabilização em 2010 dos dois polémicos submarinos.

O "Jornal de Negócios" escreve na sua edição de hoje que "Às vezes criam-se ideias que não são corretas", afirmou terça-feira Pedro Passos coelho, em entrevista à SIC Notícias. O primeiro-ministro argumentava que o Governo tem trablaho feito no corte de consumos intermédios, referindo uma redução de 1,6 mil milhões de euros na máquina do Estado - as tão faladas "gorduras" - entre 2012 e 2013. O que Passos Coelho não referiu é que metade dessa correção se deve a um efeito base provocado pelo registo em 2010 dos dois submarinos comprados quando paulo Portas era ministro da Defesa".

"Em 2010 gastámos 8,9 mil milhões de euros em consumos intermédios. Essa fatura baixou em cerca de 1,6 mil milhões de euros", sublinhou Passos Coelho. De facto, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam esse valor, mas não explicam como se chegou lá. Nos últimos três anos, os consumos intermédios tiveram uma contração de 1.634 milhões de euros. A maior variação anual ocorre em 2011, com uma quebra de mais de mil milhões de euros. Grande parte dessa correção deveu-se ao registo em contabilidade nacional dos submarinos "Arpão" e "Tridente". Como? É que a compra dos submarinos foi contabilizada em 2010, engordando em 880 milhões de euros a fatura com consumos intermédios. No ano seguinte, como se tratou de uma despesa irrepetível, esses 880 milhões desapareceram automaticamente, dando uma ajuda precisosa ao número apresentado por Passos Coelho".

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