Seguro aceita as exigências de Costa

O líder do PS não vai desperdiçar a oportunidade de dar a Costa a "unidade" que ele pediu.

O semanário "Expresso" escreve na sua edição de hoje que "ninguém falou em lugares. Por enquanto. A conversa entre António José Seguro (que se apresentou propositadamente sozinho) e a delegação embacbeçada por António Costa, na quarta-feira ao final do dia, versou apenas sobre as bases programáticas que hão de dar corpo à unidade exigida por Costa como condição para não avançar já com uma candidatura à liderança do PS", mas, segundo o semanário, "no devido tempo, não haja dúvidas, a "unidade" há de ter a tradução prática que se conhece: uma moção de estratégia redigida em conjunto, certamente, mas, sobretudo, uma recomposição dos orgãos dirigentes que contemple os pesos-pesados excluídos por António José Seguro do casting saído do Congresso de Braga, há ano e meio. E ninguém se vai espantar se o próximo Secretariado Nacional integrar António Costa e Francisco Assis e a liderança do grupo parlamentar for entregue a Pedro Silva Pereira".

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.