Rui Rio recusa liderança do Banco de Fomento

Convidado pelo Governo para liderar a instituição, o ex-presidente da Câmara do Porto recusou o convite, apesar de nomes fortes na equipa.

O "Jornal de Notícias" escreve hoje que "o ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, foi convidado pelo Governo para liderar o futuro Banco de Fomento, cuja sede ficará no Porto. Surpreendido pelo convite, Rio pediu "uns dias" para pensar. Gastou-os a recolher opiniões junto de amigos e conselheiros e a ponderar os prós e os contras da situação. Amadurecida a decisão, declinou o convite".

Segundo o jorna apurou junto de fonte governamental, "o convite tinha um pressuposto: os quatro nomes que formariam a comissão instaladora do Banco estavam escolhidos e tinham já aceitado o repto do Governo. "São todos nomes de peso", acrescentou a mesma fonte. Mas nem esse facto convenceu o ex-autarca. Quase todos os interlocutores contactados por Rui Rio aconselharam-no a recusar a liderança do Banco de Fomento. Por duas principais razões. Por um lado, ao aceitar o convite, Rio reduzia muito a sua margem de manobra política. Visto como eventual sucessor de Passos Coelho, ficaria agarrado ao Governo que tanto tem criticado. Por outro lado, corria o risco de ser visto como "mais um que aceitou um tacho", para usar a expressão de uma fonte contactada pelo jornal".

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