Queixas de negligência médica grave quintuplicaram

Instituto de Medicina Legal recebe cada vez mais pedidos de pareceres técnicos em casos de alegadas más práticas profissionais, mas falta de jurisprudência leva tribunais a tomarem decisões díspares.

O "Público" escreve hoje que "uma pinça com 18 centímetros esquecida no interior do abdómen de uma doente durante uma cirurgia, uma criança a quem os médicos não diagnosticaram uma apendicite e que acabou por morrer, um homem com suspeita de enfarte agudo que for transferido de um hospital central para um distrital e também não sobreviveu: São três histórias entre centenas que têm chegado aos tribunais portugueses nos últimos anos".

Segundo o jornal, "em apenas 13 anos, o número de queixas por alegada negligência grave contra os médicos e outros profissionais de saúde mais do que quintuplicou. O Conselho Médico-Legal do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), orgão ao qual os magistrados recorrem em situações complexas e graves para pedir pareceres técnicos, passou de 33 processos analisados, em 2001, para 184 no ano passado, tendo o pico de processos avaliados por estes peritos sido registado em 2008".

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